Apesar de a cultura fúngica ser considerado o padrão-ouro para o diagnóstico da esporotricose felina, por permitir o isolamento e a identificação do agente etiológico do gênero Sporothrix, artigo publicado na Revista MV&Z destaca o potencial da citopatologia como ferramenta importante para agilizar a triagem e a identificação inicial de casos suspeitos.

Como a cultura fúngica pode levar até 30 dias para apresentar resultados, a citopatologia ganha destaque como auxiliar de grande utilidade na rotina clínica e na vigilância epidemiológica. Além de proporcionar resultados rápidos, trata-se de uma técnica de fácil execução e baixo custo.

“Quando as amostras biológicas são adequadamente coletadas e preparadas, o exame citológico pode apresentar boa sensibilidade, permitindo a identificação de estruturas leveduriformes compatíveis com o agente do gênero Sporothrix,” explica o médico-veterinário Gabriel Henrique Rodrigues Pereira, um dos autores do trabalho.

Pereira destaca, ainda, que o padrão inflamatório observado pode auxiliar na confirmação da suspeita clínica. “Mesmo nos casos em que não há visualização direta do agente, o padrão inflamatório observado, geralmente piogranulomatoso, pode ser sugestivo da infecção, contribuindo para o diagnóstico e conclusão da suspeita clínica.”

Além da identificação da esporotricose, o exame desempenha papel importante na exclusão de diagnósticos diferenciais, especialmente daqueles que demandam abordagens terapêuticas distintas, como neoplasias cutâneas, outras infecções fúngicas e doenças bacterianas.

A utilização de métodos rápidos e acessíveis pode favorecer o início precoce do tratamento e contribuir para estratégias de controle da doença, principalmente em regiões com elevada ocorrência de casos.

O artigo faz parte do Especial Felinos, primeira publicação temática da Revista MV&Z. Para conhecer mais detalhes sobre o estudo clique aqui e explore também os demais trabalhos desta edição.