Um artigo publicado pela Revista de Educação em Medicina Veterinária e Zootecnia (MV&Z) relatou o caso de uma reabilitação funcional de uma cadela, da raça rotweiller, de nove anos, após envenenamento por picada de aranha do gênero Loxosceles. Em razão da rápida progressão da necrose, que resultou em comprometimento profundo de tecidos e perda funcional do membro afetado, optou-se pela amputação e pela utilização de terapia integrativa pré-protética.

Como estratégica complementar no pós-operatório, foi utilizada a moxabustão, com o objetivo de promover vasodilatação, analgesia, redução do processo inflamatório, regeneração tecidual do coto e uma melhor adaptação e menor riscos de complicações da prótese, reduzindo o risco de complicações.

“A escolha terapêutica foi baseada em uma abordagem integrativa, considerando tanto a Medicina Veterinária convencional quanto práticas complementares com respaldo científico e clínico. Optou-se pela associação de procedimentos cirúrgicos, manejo clínico adequado e terapias integrativas, como a moxabustão, visando uma recuperação mais completa e humanizada. Essa abordagem permitiu atuar não apenas na lesão física, mas também no bem-estar geral do paciente, favorecendo melhores resultados no processo de reabilitação”, explica a médica-veterinária e uma das autoras do artigo, Karina Cristina Puggesi Rubin.

Além disso, foi utilizada uma endoexoprótese personalizada, desenvolvida por meio de modelagem tridimensional (3D), para substituição do membro amputado. Segundo Karina, a escolha da técnica levou em consideração a condição clínica da paciente e a necessidade de proporcionar melhor qualidade de vida, visto que a endoexoprótese permite uma fixação mais estável e funcional quando comparada às próteses externas convencionais, além de favorecer maior mobilidade, conforto e adaptação do animal.

O relato destaca a importância da associação entre técnicas cirúrgicas, terapias integrativas e tecnologias de reabilitação na Medicina Veterinária contemporânea, evidenciando possibilidades terapêuticas voltadas à recuperação funcional e ao bem-estar animal.

Para saber mais detalhes do caso clínico e sobre a utilização da moxabustão no manejo pré-protético, acesse o artigo completo publicado na Revista MV&Z.