Da caça à tigela: Como a evolução influenciou no desenvolvimento de diabetes nos gatos
Posted on 2026-05-13A alimentação dos gatos mudou muito com o passar dos anos. A fisiologia felina foi adaptada ao consumo de dietas ricas em proteína e gordura animal, com menor ingestão de carboidratos.
Porém, ao longo da domesticação, muitos passaram a receber dietas mais calóricas, além de adotarem um estilo de vida mais sedentário dentro de casa. Essa mudança no padrão alimentar e comportamental contribui para o aumento da obesidade e para o desenvolvimento da diabetes mellitus em felinos.
Principais sinais clínicos da doença:
- Aumento da sede e da produção de urina;
- Perda de peso;
- Aumento do apetite;
- Fraqueza muscular;
- Alterações neurológicas.
“Por ser uma endocrinopatia com consequências sistêmicas, a longo prazo a maioria dos órgãos e sistemas pode sofrer com os processos de glicação. Em casos mais graves, ela pode levar à cetoacidose diabética, que pode ser fatal,” explica a médica-veterinária Isabela Esteves de Campos.
Campos destaca ainda que é importante fazer o controle adequado da doença e, embora a obesidade seja um dos principais fatores de risco para a diabetes, porque favorece a resistência à insulina, gatos obesos não são os únicos afetados.
“Gatos magros também podem desenvolver diabetes, especialmente quando existem outras condições associadas, como pancreatites, doenças hormonais, doença periodontal ou predisposição individual. A diabetes mellitus felina tem etiologia multifatorial,” esclarece a médica-veterinária.
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