Utilização de fixação híbrida em fratura distal de úmero em cão

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L. Romano

Resumo

O uso dos fixadores externos híbridos é indicado no tratamento das fraturas complexas distais, proximais e/ou periarticulares de ossos longos. Por sua vez, fraturas distais de úmero necessitam de atenção especial pela complexidade da articulação distal e pela impossibilidade da utilização de anéis completos nessa região. O autor apresenta um caso de osteossíntese de fratura distal de úmero por meio da utilização de aparelho de fixação externa híbrida. A fixação híbrida consiste da utilização de diversos tipos de implantes para resolução de uma fratura, tais como pinos intramedulares fixação linear e anéis semicirculares. Como características biomecânicas, esse tipo de fixação utiliza pinos de Schanz de fácil aplicação, provocando mínima lesão das partes moles e proporcionando adequada fixação à diáfise. O semianel permite utilização tanto de fios tensionados quanto de pinos de Schanz na disposição perpendicular ao eixo axial do osso. Confere redução adequada dos fragmentos e a mobilidade articular adjacente. Essa montagem é de fácil aplicação, versátil e promove estabilidade suficiente para o apoio precoce do membro. Relata-se caso de fratura em cão SRD, de 12 anos, que foi vítima de trauma por atropelamento. Foi encaminhado ao nosso serviço pela alta complexidade, localização e cominuição da fratura. Utilizou-se fixação esquelética externa híbrida em associação a fixador linear posicionado no fragmento proximal e semianel, associado a pinos de Schanz, além de pino intramedular. Notou-se redução adequada dos fragmentos e apoio precoce em dez dias de pós-operatório, e consolidação da fratura em aproximadamente 90 dias. Conclui-se que este método de fixação é viável, pois permite estabilidade adequada, diminui o trauma adicional ao paciente e permite a consolidação, além de reduzir o tempo de cirurgia. 

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RESUMOS CONPAVET

Como Citar

ROMANO, L. Utilização de fixação híbrida em fratura distal de úmero em cão. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 52–52, 2011. Disponível em: https://www.revistamvez-crmvsp.com.br/index.php/recmvz/article/view/462. Acesso em: 7 jul. 2026.