Provável carcinoma de células ectópicas da tireoide em ossos do aparelho hioide: relato de caso

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G. N. De Paula
D. A. Monteiro
C. Rossatti
G. S. Rodrigues
F. H. Saraiva

Resumo

Tecidos ectópicos de tireoide são de rara incidência nos cães, e provavelmente são decorrentes de um defeito nos estágios iniciais da formação da glândula tireoide. Geralmente estão localizados ao longo da região cervical e a base da língua é a localização mais frequente, mas podem ser encontrados em órgãos mais distantes, como mediastino cranial e base cardíaca. Carcinomas e adenocarcinomas correspondem à 90% das neoplasias de tireoide nos cães e possuem um alto índice de metástase. O prognóstico varia de acordo com o tamanho da invasão dos tecidos adjacentes, bem como das estruturas envolvidas. A neoplasia ectópica da tireoide deve ser incluída no diagnóstico diferencial das formações cervicais ventrais em cães. A presença da neoplasia com lise em osso basi hioide, alta vascularização e áreas hipofuncionais podem ser características típicas da neoplasia ectópica da tireoide. Em cães com formações cervicais, a tomografia computadorizada é indicada, pois mostra o local exato, tamanho e provável origem da lesão. Relato de caso: Canina, fêmea, com seis anos de idade, raça Golden Retriever. Apresentou aumento de volume em região cervical. Ao ser encaminhada para realização de exame radiográfico da região cervical, foi observado um aumento de volume de partes moles com cerca de 4cm de diâmetro, de aspecto heterogêneo pela presença de área amorfa pouco definida e de maior radiopacidade, localizada ventralmente à epiglote e deslocando-a dorsalmente. O exame ultrassonográfico da região da cervical revelou que os dois lobos da glândula tireoide estavam preservados. Foi coletado material para exame citológico da região e suas características foram descritas como carcinoma de provável origem de tireoide. Para definição de prognóstico foi realizado exame de tomografia computadorizada (TC), observando-se lise do osso basi hioide, invasão do lúmen da laringe, deslocamento dorsal da epiglote. O tratamento quimioterápico foi realizado e decorridos 60 dias foi repetida a TC, notando-se sutil crescimento da lesão. Sete meses após o primeiro atendimento, o animal foi a óbito e os achados da necropsia indicaram que a causa mortis foi o edema pulmonar.

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Seção
VII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM VETERINÁRIO (SINDIV)