Vigilância sanitária voltada para a peste suína clássica no estado De São Paulo

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A. L. A. Felicio
M. L. Félix
A. Rebello
J. E. A. Lima

Resumo

O Estado de São Paulo possui um rebanho suíno de aproximadamente 800.000 animais, e se destaca por ser um importante multiplicador de Genética Suína. O último foco de Peste Suína Clássica (PSC) em São Paulo foi registrado no município de Cândido Mota em janeiro de 1998 e, atualmente, o Estado é reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como livre de PSC e busca o reconhecimento internacional junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O reconhecimento sanitário é fruto do trabalho de todo o setor produtivo paulista, incluindo o Serviço Veterinário Oficial, os produtores rurais e as indústrias processadoras. O presente trabalho divulga as estratégias utilizadas e os resultados das atividades de vigilância sanitária realizadas nas granjas ou criatórios de suínos no período entre 31/05/2014 a 31/07/2015, tanto por meio de inspeções clínicas como de análises sorológicas, sempre norteadas pela Norma Interna nº 5 de 20 de agosto de 2009 e Norma Interna nº 3 de 18 de setembro de 2014. Basicamente, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão estadual executor, trabalha com diversas estratégias de vigilância, entre elas: Vigilância em Granjas de Reprodutores Suínos Certificadas (GRSC) em sete estabelecimentos e com 690 amostras sorológicas coletadas, Vigilância ativa de granjas comerciais em 14 estabelecimentos e com 488 amostras, Vigilância sorológica de reprodutores suínos de descarte em frigoríficos sob inspeção federal e estadual com 158 amostras, Vigilância ativa em criatórios de subsistência (fundo de quintal) com a realização de inquéritos sorológicos bianuais em 320 estabelecimentos com 1.774 amostras, Vigilância sorológica de suídeos asselvajados (javalis) com três amostras coletadas por controladores de fauna exótica autorizados pela Secretaria de Meio Ambiente (SMA/SP). O Estado de São Paulo tem-se dedicado, sobretudo, às atividades de vigilância sanitária, somando nesse período 3.113 exames laboratoriais realizados no Instituto Biológico (IB/SP), todos com resultados negativos, o que demonstra com segurança que o vírus da PSC não está circulando em nosso território. A vigilância associada às outras atividades do Programa Estadual de Sanidade Suídea (PESS) asseguram a manutenção do reconhecimento sanitário pelo MAPA e credencia o Estado de São Paulo ao pleito de zona livre de PSC junto à OIE; esse por sua vez, quando alcançado, seguramente refletirá na valorização da suinocultura paulista. 

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Palavras-chave
peste suína clássica; vigilância sanitária; defesa sanitária animal
Seção
RESUMOS ENDESA