Reincidência de histerocele inguinal gravídica em cadela – Relato de caso

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E. R. Silva-Junior
N. G. Nakazato
A. K. Souza
G. A. Campos
B. M. Pinto
N. C. Prestes

Resumo

A histerocele consiste em presença do útero, ou de parte dele, como conteúdo herniado. Pode ser classificada em histerocele inguinal, umbilical e mais raramente diafragmática. Obedece também aos mesmos princípios de classificação das hérnias, que devem conter: anel herniário, conteúdo herniário e saco herniário, podendo ser de origem genética ou adquirida. O presente trabalho descreve o caso clínico-cirúrgico de uma cadela, da raça Pinscher, com 6 anos de idade e histórico recorrente de gestação com aparecimento de hérnia, que foi atendida pelo Serviço de Reprodução Animal e Obstetrícia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Botucatu-SP. De acordo com o tutor, o aparecimento da hérnia era esporádico, e logo desaparecia. Relatou ainda que durante a sua primeira gestação não ocorreram problemas, apesar de, em alguns momentos, o útero protruir na hérnia. Após a anamnese foram realizados os exames complementares: ultrassonografia (US), radiografia (Rx) e exames laboratoriais, com o intuito de diagnóstico e tratamento rápidos, uma vez que é considerada uma enfermidade de caráter emergencial. A US revelou a presença de um feto com aproximadamente 30 dias e no Rx observou-se presença de estrutura radiopaca de 2,4cm, compatível com feto e útero encarcerado. Os exames laboratoriais se apresentaram sem alterações graves, mas com discreta azotemia, linfopenia e eosinopenia, que podem ser sinais de desidratação. Foi realizada a laparotomia, com acesso pela hérnia, para herniorrafia e ovário-histerectomia (OHE). Após a cirurgia, foi instituído o tratamento com cefalexina (30 mg/kg/BID/dez dias), meloxican (0,1 mg/kg/SID/três dias), dipirona (25 mg/kg/BID/ três dias), tramal (2,5 mg/kg/TID/três dias) e curativos tópicos com iodopovidona BID. A histerocele inguinal gravídica (HIG) é uma afecção de ocorrência rara, que geralmente acomete cadelas de pequeno porte. Trata-se de uma afecção emergencial, pois o útero encarcerado pode levar o animal a um quadro sistêmico, que poderia ser confundido com sinais da síndrome abdominal aguda. O tratamento de eleição para esses casos é a OHE. Pode-se concluir que, nos casos de HIG, o tratamento aqui instituído foi eficiente e deve-se optar pela cirurgia, uma vez que a gestação poderá se tornar de alto risco à gestante. 

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Palavras-chave
cães, fêmea; gestação; obstetrícia; patologia; útero
Seção
RESUMOS CONPAVET