Luxação tarsometatársica em cão: artrodese parcial utilizando placa em "t" - relato de caso

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Leandro Romano
Alexandre Schmaedecke
Laura Bertolacini Romano
Cássio Ricardo Auada Ferrigno

Resumo

Objetivo: Apresentar caso de artrodese parcial com utilização de placa óssea em "t" e parafusos como tratamento de luxação de tarso em cão. Descrição: Cadela sem raça definida, três anos de idade, aproximadamente 14 kg, foi atendida no Serviço de Cirurgia Ortopédica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (FMVZ/ USP), São Paulo, SP, com histórico de claudicação. Ao exame físico, o animal apresentava impotência funcional de membro posterior esquerdo, aumento de volume e sensibilidade dolorosa. À palpação do membro notou-se mobilidade anormal, crepitação presente, dor severa e instabilidade na região da articulação tarso metatársica. O exame radiográfico revelou luxação tarso metatársico com desvio do eixo axial e perda parcial da relação articular tarso metatársico. Com base nos sinais clínicos, radiográficos e laboratoriais, marcou-se a cirurgia. A placa em "t" foi posicionada de maneira que os dois parafusos proximais ficassem fixados no tarso e os quatro parafusos distais no terceiro metatarsiano. No pós-operatório imediato foi adotado penso esparadrapo com talas laterais por 60 dias. Em dois meses de pós-operatório foi dado alta ao paciente. Conclusões: A artrodese total é atualmente o procedimento cirúrgico mais utilizado em luxações do tarso de cães. Porém, a artrodese parcial pode ser considerada por apresentar pouca complicação e pequeno risco de falha do implante, com preservação da integridade de articulações não afetadas.

Detalhes do artigo

Seção

RELATO DE CASO

Como Citar

ROMANO, Leandro et al. Luxação tarsometatársica em cão: artrodese parcial utilizando placa em "t" - relato de caso. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 48–54, 2005. DOI: 10.36440/recmvz.v8i1.3177. Disponível em: https://www.revistamvez-crmvsp.com.br/index.php/recmvz/article/view/3177. Acesso em: 7 jul. 2026.