Escola de capatazes: ferramenta educacional ao agronegócio

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Wilmar Sachetin Marcal
Mariana de Nadai Bonin
Isabelle Sumie Azuma Ikeda
Leonardo Mantovani Favero
Emilie Moralles Chiromatzo
Debora Pinhatari Ferreira

Resumo

A ESCOLA DE CAPATAZES surgiu como trabalho educativo de cunho prospectivo no âmbito rural, para treinar encarregados da lida com o gado nas propriedades rurais, além dos alunos dos Cursos Técnicos em Agropecuária dos Colégios Agrícolas do Paraná. As disseminações práticas tem por objetivo o correto manejo dos animais evitando traumas e contusões; ambientes rurais mais saudáveis, com gerenciamento de resíduos e a orientação adequada de carcaças, bem como a adequada destinação do resíduo produzido e acumulado nas fazendas e prevenção de zoonoses. Há ensaios simulados de primeiros socorros em bovinos, com ênfase em terapêutica por vias alternativas, incluindo a via intraperitoneal e ações práticas de manejo racional em troncos e bretes. Os participantes aprendem a conhecer e respeitar o comportamento natural dos bovinos, entendendo o campo de visão, zona de fuga e sensibilidade na abordagem. Animais de Exposições Agropecuárias também recebem atenção e o treinamento dos alunos é realizado com intuito de evitar acidentes. Existe orientação sobre os produtos básicos de uma “farmacinha-veterinária”, o que vem propiciando melhor manejo terapêutico com produtos controlados, tanto na prescrição aos animais, quanto nos impactos ambientais, como por exemplo, carrapaticidas e similares. O Programa ainda enfatiza a necessidade contínua do aspecto higiênico-sanitário dos capatazes na prevenção de sua própria saúde, mantendo antissepsia e assepsia em todas as suas atividades manuais, sobretudo nas épocas de vacinação do gado. O Programa já abrangeu aproximadamente 1200 pessoas em oito municípios diferentes, com 19 palestras e 15 cursos para capatazes e alunos de colégios agrícolas. Os alunos jovens tiveram a oportunidade de presenciar e vivenciar aspectos antigos de práticas baseadas no empirismo de alguns encarregados ou vaqueiros, podendo então, conhecer, respeitar e corrigir aqueles tópicos que a ciência demonstrou conhecimento pleno, adquirido por eles na Universidade. Isto melhorou o relacionamento profissional pela permuta de conhecimentos entre a prática do antigo e a teoria do novo. Observou-se o efeito multiplicador, com disseminação aos pares nas fazendas e colégios assistidos, permitindo o surgimento de novos alunos. Também foi possível planejar novos ensaios para treinamentos, conforme demanda apresentada pelos próprios participantes que realizaram o primeiro módulo dos ensaios práticos. A próxima etapa será o auxílio obstétrico para vacas. Os resultados atingidos nos primeiros 24 meses de atividades permitem a conclusão de que a qualificação de jovens e adultos na lida com o gado bovino minimiza perdas, corrige vícios e agrega conhecimentos aos encarregados. Os mesmos tornam-se importantes aliados desse Programa educacional, cuja premissa é fomentar o agronegócio no melhor manejo cotidiano dos bovinos, tanto para leite, quanto para corte. No viés motivacional, os participantes demonstram a satisfação da valorização profissional, a alegria enquanto atores dessa dinâmica com mais incentivos para suas continuidades educacionais, mesmo aqueles com alfabetização incompleta.

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RESUMOS CONBRAVET

Como Citar

MARCAL, Wilmar Sachetin et al. Escola de capatazes: ferramenta educacional ao agronegócio. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 11, n. 3, p. 70–70, 2013. Disponível em: https://www.revistamvez-crmvsp.com.br/index.php/recmvz/article/view/21430. Acesso em: 7 jul. 2026.