A alimentação dos gatos mudou muito com o passar dos anos. A fisiologia felina foi adaptada ao consumo de dietas ricas em proteína e gordura animal, com menor ingestão de carboidratos.

Porém, ao longo da domesticação, muitos passaram a receber dietas mais calóricas, além de um estilo de vida mais sedentário dentro de casa. Essa mudança no padrão alimentar e comportamental contribui para o aumento da obesidade e, consequentemente, para o desenvolvimento do diabetes mellitus felino.

Problemas que a diabetes pode causar:

  • Aumento da sede e da produção de urina;
  • Perda de peso;
  • Aumento do apetite;
  • Fraqueza muscular;
  • Alterações neurológicas.

“Por ser uma endocrinopatia com consequências sistêmicas, a longo prazo a maioria dos órgãos e sistemas pode sofrer com os processos de glicação. Em casos mais graves, pode levar à cetoacidose diabética, que pode ser fatal. O controle inadequado da doença também impacta na qualidade de vida do animal,” explica a médica-veterinária Isabela Esteves de Campos.

Campos ainda acrescenta que a obesidade é um dos principais fatores de risco para diabetes felino, porque favorece a resistência à insulina. Mas gatos obesos não são os únicos a correr riscos.

“Gatos magros também podem desenvolver a diabetes, especialmente quando existem outras condições associadas, como pancreatites, doenças hormonais, doença periodontal ou predisposição individual. A diabetes mellitus felina tem etiologia multifatorial,” finaliza a médica-veterinária.

O artigo faz parte do Especial Felinos, primeira publicação especial da Revista MV&Z. Para ler o artigo completo clique aqui e explore também os outros trabalhos desta edição.