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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">mvz</journal-id>
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				<journal-title>Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Educ. Contin. Med. Vet. Zootec. CRMV-SP (Online)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">2596-1306</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.36440/recmvz.v24.38870</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>MEDICINA VETERINÁRIA</subject>
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			<title-group>
				<article-title>LACRE PLÁSTICO EM OVARIOHISTERECTOMIA: ACHADO NECROSCÓPICO E CONSIDERAÇÕES ÉTICO-LEGAIS</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Plastic seal in ovariohisterectomy: necroscopic finding and ethical-legal considerations</trans-title>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0002-4996-5375</contrib-id>
					<name>
						<surname>Sousa</surname>
						<given-names>Marina Doll</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="corresp" rid="c1">*</xref>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
					<bio>
						<p>Pós-graduanda lato sensu na Faculdade de Medicina Veterinária, Departamento de Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Curitiba, PR, Brasil.</p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6880-3094</contrib-id>
					<name>
						<surname>Damiani</surname>
						<given-names>Giovanna Taccani</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
					<bio>
						<p>Docente, Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), São Paulo, SP, Brasil.</p>
					</bio>
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				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Uemura</surname>
						<given-names>Missae Dora</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
					<bio>
						<p>Docente, Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), São Paulo, SP, Brasil.</p>
					</bio>
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			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="original"> Faculdade de Medicina Veterinária, Departamento de Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Curitiba, PR, Brasil.</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Medicina Veterinária</institution>
				<institution content-type="orgdiv2">Departamento de Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal</institution>
				<institution content-type="orgname">Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)</institution>
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					<city>Curitiba</city>
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				<country country="BR">Brasil</country>
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			<aff id="aff2">
				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), São Paulo, SP, Brasil.</institution>
				<institution content-type="orgname">Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU)</institution>
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					<city>São Paulo</city>
					<state>SP</state>
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				<country country="BR">Brasil</country>
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			<author-notes>
				<corresp id="c1">
					<label>* Autor Correspondente:</label> Marina Doll Sousa. Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Avenida Engenheiro Paulo Izzo, 850, Atibaia, SP, Brasil. CEP: 12946-710. E-mail: <email>marina.doll@pucpr.edu.br</email>
				</corresp>
				<fn fn-type="coi-statement" id="fn5">
					<label>Conflitos de interesse:</label>
					<p> Os autores declaram não haver conflitos de interesse. </p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>29</day>
				<month>05</month>
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<volume>24</volume>
			<elocation-id>e38870</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>29</day>
					<month>09</month>
					<year>2025</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>15</day>
					<month>12</month>
					<year>2025</year>
				</date>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>A ovariohisterectomia (OH) é uma maneira eficaz de mitigar o crescimento populacional, as doenças antropozoonóticas e determinadas enfermidades neoplásicas e sistêmicas. Para isso, variados são os métodos cirúrgicos empregados no procedimento, como é o caso do lacre plástico de náilon, principalmente utilizado em campanhas de castração. Nesse contexto, a versão comentada da Resolução CFMV nº 1.596/2024 determina que não deve haver a adaptação de materiais nestes procedimentos, exemplificando o uso de lacre plástico. O presente trabalho aborda um achado necroscópico de utilização de lacre plástico de náilon em cirurgia de OH em que foi possível concluir que o emprego do lacre plástico de náilon é prejudicial à saúde e bem-estar dos animais. Ademais, o médico-veterinário que faz uso deste objeto está sujeito a processos administrativos, pelo descumprimento do Código de Ética Profissional e do Código de Defesa do Consumidor, além de cíveis, pelo Código de Processo Civil.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>Ovariohysterectomy is an effective way to mitigate population growth, anthropozoonotic diseases and determined neoplasms and systemic infirmities. For that, a variety of surgical methods are used in this procedure, such as the usage of plastic seal, specially applied in castration campaigns. In this context, a commented version of Federal Council of Veterinary Medicine Resolution No. 1,596/2024 establishes that the use of adapted materials or equipment in such procedures is prohibited, exemplifying this with the use of plastic seals. The present case reports a necroscopic finding associated with the use of a plastic seal during an ovariohysterectomy procedure, making it possible to conclude that the use of such material is detrimental to animal health and welfare. Furthermore, veterinarians who use this type of object may be subject to administrative sanctions, based on both the Code of Ethics and the Consumer Protection Code, as well as civil liability under the Code of Civil Procedure.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavra-chave:</title>
				<kwd>Castração</kwd>
				<kwd>Medicina Veterinária forense</kwd>
				<kwd>necropsia</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Castration</kwd>
				<kwd>Forensic Veterinary medicine</kwd>
				<kwd>necropsy</kwd>
			</kwd-group>
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				<ref-count count="21"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A castração de animais é uma prática antiga, utilizada por demonstrar e facilitar o manejo reprodutivo e comportamental dos rebanhos à época. Sabe-se que os benefícios da esterilização de animais vão além, uma vez que a técnica é empregada para a prevenção e tratamento de algumas neoformações e doenças do trato reprodutivo, além de estabilização de certas patologias sistêmicas (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Romagnoli et al., 2024</xref>).</p>
			<p>A castração em fêmeas pode ser realizada mediante a utilização das técnicas de ovariohisterectomia (OH) ou ovariectomia, cujas ligaduras podem ser provenientes de materiais sintéticos absorvíveis ou inabsorvíveis (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Romagnoli et al., 2024</xref>), como é o caso do lacre plástico de náilon, cujo uso já foi descrito em literatura (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Barros; Sanches; Pachaly, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Camacho et al., 2025</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa Neto et al., 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dionizio; Bonfada; Schaffer, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Lima et al.; 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lustosa; Medeiros, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães; Lot, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Rabelo et al., 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Romagnoli <italic>et al</italic>., 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">Trajano et al., 2017</xref>).</p>
			<p>O lacre plástico, ou braçadeira de náilon, é destinado para fins eletro-hidráulicos na contenção de fios e cabos de aparelhos, possuindo, entretanto, o seu uso empírico como opção em procedimentos cirúrgicos devido a suas características altamente desejáveis, em especial, nas campanhas e mutirões de castração (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Barros; Sanches; Pachaly, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa Neto et al., 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Lima et al., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lustosa; Medeiros, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo et al., 2012</xref>). Apesar disso, estudos demonstraram a problemática do emprego deste material na OH em cadelas (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Camacho et al., 2025</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dionizio; Bonfada; Schaffer, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo <italic>et al.</italic>, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães; Lot, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Rabelo et al., 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Romagnoli et al., 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">Trajano et al., 2017</xref>). </p>
			<p>Ademais, a versão comentada da Resolução nº 1.596/<xref ref-type="bibr" rid="B7">2024</xref>, elaborada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), em seu Artigo 4º, inciso XVI, declara que os materiais utilizados nestes procedimentos devem ser usados para os fins aos quais se destinam, não permitindo adaptações que possam ser prejudiciais à saúde e bem-estar dos animais, à exemplo do lacre plástico de náilon. </p>
			<p>O presente trabalho tem por objetivo relatar um caso de achado necroscópico de utilização de lacre plástico de náilon em cirurgia de OH, com foco na perspectiva ético-legal.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="cases">
			<title>Descrição do caso</title>
			<p>Deu entrada no Hospital Veterinário FMU, um cão da raça shih tzu, fêmea, castrada, de 11 anos, pesando 5,4 kg, cuja queixa principal referia odor fétido oral e cutâneo, secreção ocular e nasal e crescimento progressivo de uma formação em região de maxilar.</p>
			<p>Ao exame físico, foi possível notar áreas alopécicas em ambos os flancos. Em cavidade oral, pode-se analisar uma formação em região maxilar direita que acometia o palato duro quase que em sua totalidade, como demonstrado na <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
					<p>.</p>
						<title>Formação em região de maxilar, acometendo palato duro</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38870-gf1.png"/>
					<attrib>Fonte: Sousa (2024).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>O exame citopatológico da lesão oral foi compatível com melanoma, e, em radiografia torácica, observaram-se múltiplas áreas circulares, medindo aproximadamente 0,44 mm, localizadas nos pulmões. Diante da piora dos sintomas do paciente e do prognóstico ruim, optou-se pela eutanásia.</p>
			<p>Dessa forma, procedeu-se a necropsia do animal. Durante a abertura da cavidade abdominal, foi observada a presença de três corpos estranhos, envoltos parcialmente por tecido granulomatoso, sendo dois localizados em região mediocaudal ao rim e próximo aos ureteres, visualizado na <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>, e um em região de pedículo ovariano.</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Figura 2</label>
					<caption>
						<title>Lacre plástico de náilon (círculo amarelo) em região mediocaudal ao rim</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38870-gf2.png"/>
					<attrib>Fonte: Sousa (2024).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Quando isolados, foi possível identificar (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>) que tais objetos se tratavam de lacres plásticos de náilon, popularmente denominados “enforca-gato”.</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Figura 3</label>
					<caption>
						<title>Lacres plásticos de náilon isolados</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-e38870-gf3.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Sousa (2024).</attrib>
				</fig>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>Desde 2001, o município de São Paulo reconhece, através do Programa Permanente de Controle Reprodutivo de Cães e Gatos (Lei Municipal nº 13.131/<xref ref-type="bibr" rid="B19">2001</xref>), que as campanhas de castração representam uma maneira de mitigar o crescimento populacional e o abandono desses animais, firmando uma estratégia para driblar o aumento de doenças antropozoonóticas transmitidas por tais espécies. Em 2024, o CFMV elabora uma normativa (Resolução nº 1.596) que dispõe de regras básicas para execução destes projetos. Portanto, entende-se que há reconhecimento no que tange a importância, na saúde animal e pública, da esterilização de pequenos animais domésticos.</p>
			<p>As técnicas de castração para fêmeas variam, sendo que a mais realizada é a OH, caracterizada pela retirada cirúrgica dos ovários e corpo uterino. Os fios de sutura para procedimentos cirúrgicos, no geral, devem ser ponderados baseados em critérios como alta resistência, calibre fino e regular, alta flexibilidade, reação tecidual mínima, bom custo-benefício, ser hipoalergênico, ser de fácil esterilização, não ser carcinogênico, não tóxico, não corrosivo e não favorecer crescimento bacteriano. Para estes procedimentos, é aconselhada a utilização de fios de sutura absorvíveis e monofilamentares por possuírem propriedades menos inflamatórias e de menor agregação bacteriana (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Atallah et al., 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Figueiredo; Garcia; Ferreira, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Fossum, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lustosa; Medeiros, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães; Lot, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Romagnoli et al., 2024</xref>). Apesar dessa recomendação, é comum o emprego de lacres plásticos (abraçadeiras de náilon) nessas cirurgias. </p>
			<p>As abraçadeiras de náilon objetivam atar e organizar fios e cabos de utensílios eletrônicos, possuindo propriedades que suportam altas fontes de calor (até 260 ºC) e forte tração (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Barros; Sanches; Pachaly, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo et al., 2012</xref>). Apesar de sua finalidade inicial, estes objetos passaram a ser utilizados em procedimentos cirúrgicos veterinários para animais de grande e pequeno porte por diversas razões, sendo elas: a diminuição de tempo e de material no transcirúrgico, pois pode-se desprezar as pinças hemostáticas e o maior tempo despendido na realização do nó em fio de sutura convencional; a eficiência hemostática; a facilidade de aplicação; sua flexibilidade; economia e a descomplicada esterilização (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Barros; Sanches; Pachaly, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa Neto et al., 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Lima et al., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães; Lot, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Rabelo et al., 2008</xref>), características altamente desejadas em campanhas e mutirões de castração, cujo objetivo é a esterilização do maior número de animais possível, em um menor tempo e custo, visando, muitas vezes, viabilizar a execução do projeto (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Atallah et al., 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Barros; Sanches; Pachaly, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa Neto <italic>et al.</italic> 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Lima <italic>et al</italic>., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lustosa; Medeiros, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis, 2024</xref>).</p>
			<p>Apesar dos benefícios mencionados, a utilização deste objeto em procedimentos cirúrgicos é vedada por este demonstrar riscos de complicações como a formação de granulomas e aderências intra-abdominais; abscessos; ulcerações e fistulações; incontinência urinária; hidronefrose; além do risco de haver hemorragia interna por falha no fechamento manual ou deslocamento do lacre plástico de náilon; tenesmo e constipação quando o abscesso gera obstrução intestinal extraluminal; anorexia; entre outros (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Camacho et al., 2025</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dionizio; Bonfada; Schaffer, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães; Lot, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Rabelo et al., 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Romagnoli et al., 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">Trajano et al., 2017</xref>).</p>
			<p>No presente caso, uma das principais queixas da proprietária referia-se à pele do animal. A mesma afirmava que as fistulações em ambos os flancos acometiam a cadela há anos, o que corrobora com a literatura que estabelece que complicações provenientes do uso de lacre plástico em cirurgias de OH ocorrem, geralmente, de meses a anos depois do procedimento, dificultando sua correlação, devendo, portanto, ser também considerado como um diagnóstico diferencial nesses casos (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Atallah et al., 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Camacho et al., 2025</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Figueiredo; Garcia; Ferreira, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães; Lot, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis, 2024</xref>). Neste relato, a visualização do lacre plástico em exames complementares de imagem não foi possível, bem como prevê <xref ref-type="bibr" rid="B1">Atallah <italic>et al.</italic> (2013</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis (2024</xref>), fazendo com que a identificação deste correspondesse a um achado necroscópico.</p>
			<p>Durante a abertura da cavidade abdominal em exame necroscópico, foram encontrados três corpos estranhos envoltos por tecido granulomatoso, em locais típicos de ligadura realizada em OH. Quando a cápsula do tecido granulomatoso foi seccionada, os lacres plásticos de náilon foram visualizados, encontrando-se, portanto, envoltos pelo tecido, como foi descrito por <xref ref-type="bibr" rid="B1">Atallah et al. (2013</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B5">Camacho et al. (2025</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis (2024</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B10">Figueiredo, Garcia e Ferreira (2021</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo et al. (2012</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães e Lot (2016</xref>), e <xref ref-type="bibr" rid="B16">Rabelo et al. (2008</xref>).</p>
			<p>Ainda, os autores que são adeptos da utilização do lacre plástico de náilon em procedimentos cirúrgicos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Lima et al., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Rabelo et al., 2008</xref>) realizaram o acompanhamento do pós-cirúrgico em um limitado período de 60-90 dias. Atualmente, sabe-se que as alterações mais significativas levam de meses a anos para ocorrência e, por isso, o período de acompanhamento deve ser maior (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Atallah et al., 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Camacho et al., 2025</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Figueiredo; Garcia; Ferreira, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Macedo et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Magalhães; Lot, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Reis, 2024</xref>).</p>
			<p>Apesar do exposto, o lacre plástico de náilon segue sendo amplamente utilizado em campanhas e mutirões de castração para cães e gatos, ainda que o CFMV tenha declarado, na Resolução nº 1.596/2024, em seu Artigo 4º, que compete ao médico-veterinário responsável técnico assegurar: XIII - a qualidade e a segurança dos procedimentos em todas as suas etapas; e XVI - que os materiais e equipamentos sejam utilizados exclusivamente para os fins aos quais se destinam, especificamente exemplificando o lacre plástico na versão comentada. No presente caso relatado, a responsável pelo animal declarou que a cadela havia sido castrada em campanha.</p>
			<p>Ademais, em último consenso sobre o tema, a <italic>World Small Animal Veterinary Association</italic> dispõe que a utilização de lacre plástico de náilon em cirurgias de castração de pequenos animais não é recomendada devido ao alto risco de infecção e fistulação (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Romagnoli et al., 2024</xref>). </p>
			<p>Além disso, o Código de Ética do Médico-Veterinário (<xref ref-type="bibr" rid="B6">CFMV, 2016</xref>) é claro ao afirmar, no Artigo 3º, que é encargo do profissional: se empenhar a fim de melhorar as condições de bem-estar, saúde animal, humana, ambiental, e os padrões de serviços médico-veterinários. Ainda, o Artigo 6º dispõe ser dever do médico-veterinário: I - aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício dos animais, do homem e do meio-ambiente; e VIII - denunciar pesquisas, testes, práticas de ensino ou quaisquer outras realizadas com animais sem a observância dos preceitos éticos e dos procedimentos adequados; o que é o oposto do cenário que se encontra em algumas das campanhas e ambientes de realização de castração que se utilizam de objetos, ao invés de materiais cirúrgicos, para a esterilização de cães e gatos. </p>
			<p>Nesse sentido, o médico-veterinário que faz uso de lacres plásticos de náilon em procedimentos cirúrgicos, mediante ao que se têm nas Resoluções nº 1.138/2016 e nº 1.596/2024 e na literatura atual comprovando riscos e resultados indesejáveis em seu uso a longo prazo, somado à possibilidade de utilização de fios de sutura altamente tecnológicos e seguros disponíveis na atualidade, pode encontrar-se frente a processos administrativos pelo descumprimento do Código de Ética Profissional e do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), assim como na esfera cível a partir do Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015).</p>
			<p>No presente caso relatado, julga-se que, referente ao não cumprimento das resoluções supramencionadas, um processo administrativo a partir do Conselho Regional correspondente tomaria frente ao analisar as infrações éticas cometidas pelo profissional, cujas penalidades variam (<xref ref-type="bibr" rid="B6">CFMV, 2016</xref>). No que tange a processos pela perspectiva do Código de Defesa do Consumidor, em face do Artigo 14, mediante a comprovação de culpa do profissional em juízo através da figura do perito judicial médico-veterinário, o estabelecimento de uma reparação de danos deve se suceder, assim que demonstrado o defeito relativo à prestação do serviço (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 1990</xref>). Já segundo o Código de Processo Civil, ao analisar este caso, supõe-se que, confirmada a culpa subjetiva e o nexo de causalidade entre a ação e o dano, a conduta ilícita cometida possa ter sido a imperícia, visto que se faltou com a competência e habilidade necessárias para execução adequada do procedimento, podendo caber ao profissional ressarcir o proprietário pelo dano causado (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Brasil, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Tremori, 2023</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Conclui-se que a Medicina Veterinária Legal, quando associada ao exame necroscópico, pode corroborar com a formação de dados estatísticos epidemiológicos referentes a diferentes áreas da Medicina Veterinária e, dessa forma, contribuir na abordagem, progresso e resolução de questões que atingem tanto os pacientes, quanto os profissionais da área. O uso do lacre plástico de náilon em cirurgias de castração não é permitido nos contextos das campanhas e mutirões, sendo tais procedimentos em ambientes hospitalares públicos e privados não abrangidos por essa resolução. Nesse sentido, torna-se relevante que o CFMV considere a elaboração de resoluções que versem sobre a responsabilidade técnica do médico-veterinário em procedimentos cirúrgicos em sua generalidade, a fim de padronizar a conduta e os materiais passíveis de utilização, bem como aqueles cuja utilização deva ser mais criteriosa, dessa forma, minimizando ambiguidades interpretativas. Além disso, os Conselhos Regionais de Medicina Veterinária podem ampliar os atos de fiscalização em campanhas e mutirões de castração, a fim de garantir a conformidade das ações.</p>
		</sec>
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	<back>
		<ack>
			<title>Agradecimentos:</title>
			<p>Os autores agradecem ao Hospital Veterinário das Faculdades Metropolitanas Unidas e colaboradores médicos-veterinários pela permissão para divulgação do presente caso relatado.</p>
		</ack>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
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					<article-title>Complicações associadas à ovariosalpingohisterectomia eletiva realizada com abraçadeira de náilon como método de hemostasia</article-title>
					<source>Acta Scientiae Veterinariae</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<volume>40</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>5</lpage>
					<year>2012</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.redalyc.org/pdf/2890/289023924021.pdf">https://www.redalyc.org/pdf/2890/289023924021.pdf</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2025-04-09">9 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B15">
				<mixed-citation>MAGALHÃES, T. V.; LOT, R. F. E. Fistula secundária a ovariohisterectomia em cadela: relato de caso. Unimar Ciências, Marília, v. 25, n. 1-2, 2016. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://ojs.unimar.br/index.php/ciencias/article/view/449">https://ojs.unimar.br/index.php/ciencias/article/view/449</ext-link>. Acesso em: 9 abr. 2025.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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							<surname>MAGALHÃES</surname>
							<given-names>T. V.</given-names>
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							<surname>LOT</surname>
							<given-names>R. F. E</given-names>
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					<article-title>Fistula secundária a ovariohisterectomia em cadela: relato de caso</article-title>
					<source>Unimar Ciências</source>
					<publisher-loc>Marília</publisher-loc>
					<volume>25</volume>
					<issue>1-2</issue>
					<year>2016</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://ojs.unimar.br/index.php/ciencias/article/view/449">https://ojs.unimar.br/index.php/ciencias/article/view/449</ext-link>
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					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2025-04-09">9 abr. 2025</date-in-citation>
				</element-citation>
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				<element-citation publication-type="journal">
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					<article-title>Use of polyamide tie-rap for ovariectomy in standing mares</article-title>
					<source>Acta Scientiae Veterinariae</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<volume>36</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>119</fpage>
					<lpage>125</lpage>
					<year>2008</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.22456/1679-9216.17273</pub-id>
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					<article-title>Complicações decorrentes do uso de lacre plástico em cirurgia de ovariohisterectomia: relato de caso</article-title>
					<source>Revista Foco</source>
					<volume>17</volume>
					<issue>10</issue>
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					<year>2024</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.54751/revistafoco.v17n10-034</pub-id>
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					<article-title>WSAVA guidelines for the control of reproduction in dogs and cats</article-title>
					<source>Journal of Small Animal Practice</source>
					<volume>65</volume>
					<issue>7</issue>
					<fpage>424</fpage>
					<lpage>559</lpage>
					<year>2024</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1111/jsap.13724</pub-id>
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			<ref id="B19">
				<mixed-citation>SÃO PAULO (Município). Lei nº 13.131, de 18 de maio de 2001. Disciplina a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos no município de São Paulo. São Paulo: Câmara Municipal, 2001. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/lei-13131-de-18-de-maio-de-2001">https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/lei-13131-de-18-de-maio-de-2001</ext-link>. Acesso em: 15 abr. 2025. </mixed-citation>
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						<collab>SÃO PAULO (Município)</collab>
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					<source>Lei nº 13.131, de 18 de maio de 2001. Disciplina a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos no município de São Paulo</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Câmara Municipal</publisher-name>
					<year>2001</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/lei-13131-de-18-de-maio-de-2001">https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/lei-13131-de-18-de-maio-de-2001</ext-link>
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					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2025-04-15">15 abr. 2025</date-in-citation>
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			<ref id="B20">
				<mixed-citation>TRAJANO, S. C. <italic>et al</italic>. Complicações tardias do uso de abraçadeiras de náilon para ligadura de pedículos ovarianos em cadela: relato de caso. Medicina Veterinária, Recife, v. 11, n. 1, p. 41-46, 2017. DOI: https://doi.org/10.26605/medvet-n1-1597.</mixed-citation>
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							<surname>TRAJANO</surname>
							<given-names>S. C.</given-names>
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					<article-title>Complicações tardias do uso de abraçadeiras de náilon para ligadura de pedículos ovarianos em cadela: relato de caso</article-title>
					<source>Medicina Veterinária</source>
					<publisher-loc>Recife</publisher-loc>
					<volume>11</volume>
					<issue>1</issue>
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					<lpage>46</lpage>
					<year>2017</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.26605/medvet-n1-1597</pub-id>
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			<ref id="B21">
				<mixed-citation>TREMORI, T. M. Medicina Veterinária Forense. 1. ed. Campinas: Editora Millenium, 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>TREMORI</surname>
							<given-names>T. M</given-names>
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					<source>Medicina Veterinária Forense</source>
					<edition>1</edition>
					<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora Millenium</publisher-name>
					<year>2023</year>
				</element-citation>
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		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>Como citar:</label>
				<p> SOUSA, M. D.; DAMIANI, G. T.; UEMURA, M. D. Lacre plástico em ovariohisterectomia: achado necroscópico e considerações ético-legais. <bold>Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP</bold>, São Paulo, v. 24, e38870, 2026. DOI: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38870">https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38870</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>Cite as:</label>
				<p> SOUSA, M. D.; DAMIANI, G. T.; UEMURA, M. D. Plastic seal in ovariohisterectomy: necroscopic finding and ethical-legal considerations. <bold>Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP</bold>, São Paulo, v. 24, e38870, 2026. DOI: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38870">https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38870</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<p><italic>Artigo submetido ao sistema de similaridade iThenticate</italic><sup><italic>®</italic></sup></p>
			</fn>
			<fn fn-type="financial-disclosure" id="fn4">
				<label>Financiamento:</label>
				<p> Não houve contribuição financeira de qualquer instituição.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>Aprovação ética:</label>
				<p> O procedimento de necropsia no cadáver do animal foi realizado mediante a assinatura do Termo de Doação de Corpo de Animal para Fins de Educação e Pesquisa pelo responsável, disponibilizado pelo Hospital Veterinário das Faculdades Metropolitanas Unidas. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>Disponibilidade de dados e material:</label>
				<p> A metodologia adotada pelo Serviço de Necropsia do Hospital Veterinário das Faculdades Metropolitanas Unidas para procedimentos de necropsia consiste na Técnica de Ghon, caracterizada pela retirada dos órgãos em blocos torácico, abdominal, genitourinário e nervoso, seguida pela análise macroscópica individual de cada órgão. Os materiais utilizados durante o procedimento de necropsia do presente caso relatado corresponderam ao bisturi, a pinças anatômica e dente-de-rato, a faca Magaref, ao costótomo e ao barbante. Como materiais complementares, utilizou-se de uma tábua e uma régua. Foram coletados dados referentes ao histórico prévio <italic>ante mortem</italic> do animal, disponíveis na base de registros do sistema eletrônico utilizado pelo Hospital Veterinário (<italic>VetSmart</italic>). A fotodocumentação <italic>ante mortem</italic> e <italic>post mortem</italic> do animal foram realizadas nas dependências do Hospital Veterinário, utilizando-se de uma câmera de aparelho celular.</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
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