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				<journal-title>Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Educ. Contin. Med. Vet. Zootec. CRMV-SP (Online)</abbrev-journal-title>
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				<publisher-name>Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.36440/recmvz.v24.38833</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>MEDICINA VETERINÁRIA</subject>
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				<article-title>MANIFESTAÇÕES GASTROINTESTINAIS E ESPLÂNCNICAS EM FELINO FELV-POSITIVO: RELATO DE CASO</article-title>
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					<trans-title>Gastrointestinal and splanchnic manifestations in a felv-positive cat: case report</trans-title>
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						<surname>Paes</surname>
						<given-names>Nayara Carvalho</given-names>
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					<bio>
						<p>Médica-veterinária, pós-graduada em Imaginologia Veterinária, Universidade Paulista (Unip), São Paulo, SP, Brasil.</p>
					</bio>
				</contrib>
				<aff id="aff1">
					<label>1</label>
					<institution content-type="original"> Universidade Paulista (Unip), São Paulo, SP, Brasil.</institution>
					<institution content-type="orgname">Universidade Paulista (Unip)</institution>
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						<city>São Paulo</city>
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					<label>Endereço completo:</label> Rua Gasparini, 130 ap 12 bl 1, Rudge Ramos, São Bernardo do Campo, SP, Brasil. CEP: 09935-130. E-mail: <email>nayy.thomaz@gmail.com</email>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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				<year>2026</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2026</year>
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			<volume>24</volume>
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				<date date-type="accepted">
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Relata-se o caso de uma felina sem raça definida, um ano, FeLV-positivo, atendida com anorexia após episódio de vômito e dor abdominal. A ultrassonografia abdominal evidenciou estase gástrica acentuada, enterite segmentar discreta a moderada, esplenomegalia homogênea, rins com hiperecogenicidade corticomedular bilateral e tronco celíaco dilatado com fluxo turbulento ao Doppler. O caso evidencia comprometimento multissistêmico com alterações hemodinâmicas potencialmente associadas a vasculite ou distúrbio tromboembólico secundário à infecção por FeLV.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This report describes the case of a one-year-old mixed-breed female cat, FeLV-positive, presented with anorexia following vomiting and abdominal pain. Abdominal ultrasonography revealed marked gastric stasis, mild-to-moderate segmental enteritis, homogeneous splenomegaly, kidneys with bilateral corticomedullary hyperechogenicity, and a dilated celiac trunk showing turbulent Doppler flow. The case highlights multisystemic involvement with hemodynamic changes, potentially associated with vasculitis or thromboembolic disorder secondary to FeLV.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Estase gástrica</kwd>
				<kwd>Congestão esplâncnica</kwd>
				<kwd>Enterite segmentar</kwd>
				<kwd>FeLV</kwd>
				<kwd>Ultrassonografia Doppler</kwd>
				<kwd>Cinco liberdades fundamentais</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Gastric stasis</kwd>
				<kwd>Splanchnic congestion</kwd>
				<kwd>Aegmental enteritis</kwd>
				<kwd>FeLV</kwd>
				<kwd>Doppler ultrasonography</kwd>
				<kwd>Five fundamental freedoms</kwd>
			</kwd-group>
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				<fig-count count="10"/>
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			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A estase gástrica em felinos pode estar associada a distúrbios de motilidade gastrointestinal, processos inflamatórios intestinais, dor visceral, infecções sistêmicas ou alterações vasculares. O vírus da leucemia felina (FeLV) é amplamente reconhecido por seu potencial imunossupressor e por sua associação com doenças proliferativas, infecciosas e vasculares (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Hofmann-Lehmann; Hartmann, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Rissi; McHale; Miller, 2022</xref>). Evidências recentes indicam que o FeLV apresenta tropismo por células hematopoiéticas e endoteliais, favorecendo o desenvolvimento de vasculites, alterações hemodinâmicas e enteropatias de diferentes graus (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Beatty; Hartmann, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Gregor <italic>et al</italic>., 2024</xref>).</p>
			<p>Adicionalmente, estudos epidemiológicos conduzidos em populações urbanas da América Latina demonstram elevada prevalência da infecção pelo FeLV, reforçando a necessidade de uma compreensão mais aprofundada de suas manifestações clínicas multissistêmicas (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Diesel <italic>et al</italic>., 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Castillo-Aliaga <italic>et al</italic>., 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Little <italic>et al</italic>., 2020</xref>).</p>
			<p>Diante desse contexto, o presente relato descreve um caso incomum de estase gástrica funcional associada à congestão esplâncnica, com achados ultrassonográficos sugestivos de vasculite ou evento tromboembólico de baixa magnitude em um paciente jovem FeLV-positivo.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="cases">
			<title>Relato de caso</title>
			<p>Faísca, felina, sem raça definida (SRD), fêmea, um ano, castrada e FeLV-positivo, foi encaminhada após apresentar vômito e dor abdominal logo após uma saída à rua. A tutora administrou dipirona oral, sem prescrição médico-veterinária, observando melhora temporária, mas a paciente evoluiu com anorexia persistente. Aos cinco meses, havia apresentado episódios de êmese após ingestão de plantas. Alimentava-se com ração seca e sachês comerciais, tendo livre acesso à rua e convivendo com dois cães hígidos.</p>
			<p>No exame físico, apresentava temperatura de 38,5 °C, mucosas normocoradas, linfonodos não reativos e discreta dor abdominal. Foram administrados maropitant, dexametasona (0,2 mg/kg) e dipirona (25 mg/kg). Solicitou-se ultrassonografia abdominal.</p>
			<p>A avaliação ultrassonográfica demonstrou estômago com parede de 0,3 cm, estratificação íntegra e grande quantidade de conteúdo alimentar, líquido e gás. O duodeno estava espessado (0,5 cm), com conteúdo gasoso e arquitetura mural mantida. O cólon descendente media 0,1 cm, com conteúdo fecal e gasoso, sem alterações relevantes. O ceco apresentava espessamento parietal de 0,3 cm, com conteúdo fecal, e o íleo 0,3 cm, com estratificação íntegra. (imagens <xref ref-type="fig" rid="f1">1</xref> a <xref ref-type="fig" rid="f5">5</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Imagem 1</label>
					<caption>
					<p>.</p>
						<title>Estômago com conteúdo alimentar, líquido e gasoso em grande quantidade, parede com 0,2 cm, estratificação preservada</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf1.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Imagem 2</label>
					<caption>
						<title>Duodeno com espessamento de 0,5 cm, conteúdo gasoso, estratificação mantida</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf2.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Imagem 3</label>
					<caption>
						<title>Cólon descendente normoespesso, sem alterações em estratificação mural com conteúdo fecal e gasoso</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf3.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f4">
					<label>Imagem 4</label>
					<caption>
						<title>Ceco com espessamento de 0,2 cm conteúdo gasoso e fecal e estratificação parietal adequada</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf4.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f5">
					<label>Imagem 5</label>
					<caption>
						<title>Ílio com espessamento de 0,3 cm, ausência de conteúdo intraluminal e estratificação preservada</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf5.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Os rins apresentavam dimensões de 4,1 cm (esquerdo) e 4,2 cm (direito), contornos regulares e discreto aumento da ecogenicidade corticomedular, sugestivo de processo inflamatório sistêmico discreto ou congestão hemodinâmica. O baço estava aumentado (0,9 cm), homogêneo e com contornos regulares. O tronco celíaco mediu 2,5 cm de comprimento por 0,6 cm de diâmetro, dilatado e com fluxo turbulento ao Doppler colorido, evidenciando aliasing compatível com congestão esplâncnica ou alteração hemodinâmica (Imagens <xref ref-type="fig" rid="f6">6</xref> a <xref ref-type="fig" rid="f10">10</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f6">
					<label>Imagem 6</label>
					<caption>
						<title>Rim esquerdo e direito aumentado com faixa hiperecogênica medular medindo 4,1 cm e 4,1 cm respectivamente em eixo longitudinal</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf6.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f7">
					<label>Imagem 7</label>
					<caption>
						<title>Rim direito aumentado com faixa hiperecogênica medular medindo 4,16 cm em eixo longitudinal</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf7.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f8">
					<label>Imagem 8</label>
					<caption>
						<title>Baço hipoecogênico com aumento de espessura de 0,9 cm com parênquima homogêneo</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf8.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f9">
					<label>Imagem 9</label>
					<caption>
						<title>Medidas de comprimento (2,5 cm) e diâmetro (0,6 cm) do tronco celíaco com trajeto retilíneo e dilatação evidente</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf9.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f10">
					<label>Imagem 10</label>
					<caption>
						<title>Fluxo visivelmente turbulento, heterogêneo com zonas de aliasing do trombo celíaco</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2596-1306-mvz-24-spe1-e38833-gf10.png"/>
					<attrib>Fonte: Paes (2025).</attrib>
				</fig>
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>A estase gástrica observada neste caso provavelmente decorreu de um processo inflamatório intestinal discreto associado à dor visceral, possivelmente agravado por disfunção vasomotora esplâncnica. Alterações funcionais dessa natureza já foram descritas em felinos acometidos por retroviroses, nos quais o trato gastrointestinal frequentemente figura entre os primeiros sistemas a manifestar sinais clínicos (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Hofmann-Lehmann; Hartmann, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">Rissi; McHale; Miller, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Beatty; Hartmann, 2021</xref>).</p>
			<p>O FeLV apresenta tropismo por células hematopoiéticas e endoteliais, característica que favorece o desenvolvimento de vasculites e eventos trombóticos subclínicos. Evidências recentes reforçam essa associação, demonstrando que enterites e alterações vasculares integram o espectro patológico da infecção (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Beatty; Hartmann, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Gregor <italic>et al</italic>., 2024</xref>). No presente caso, a dilatação do tronco celíaco associada à presença de fluxo turbulento ao Doppler é compatível com alteração hemodinâmica, possivelmente relacionada a vasculite ou fenômeno tromboembólico de baixa magnitude.</p>
			<p>Relatos semelhantes foram descritos tanto em animais domésticos quanto em espécies silvestres. <xref ref-type="bibr" rid="B5">Gregor <italic>et al</italic>. (2024</xref>) documentaram enterite fatal associada ao FeLV em um lince selvagem, evidenciando o potencial sistêmico e, em determinados contextos, letal da infecção. De forma complementar, estudos epidemiológicos conduzidos no Brasil e no Chile demonstraram elevada prevalência do FeLV em populações urbanas de gatos, ressaltando sua relevância clínica e epidemiológica e reforçando a importância do diagnóstico precoce (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Diesel <italic>et al</italic>., 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Castillo-Aliaga <italic>et al</italic>., 2024</xref>).</p>
			<p>As alterações renais identificadas - caracterizadas por discreta hiperecogenicidade corticomedular - podem refletir inflamação sistêmica, congestão hemodinâmica ou lesão renal crônica incipiente. Revisões recentes indicam que a nefropatia constitui uma manifestação relativamente frequente em felinos infectados por FeLV e FIV, podendo resultar tanto de mecanismos imunomediados quanto de comprometimento vascular (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Little <italic>et al</italic>., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Baxter <italic>et al</italic>., 2012</xref>).</p>
			<p>A esplenomegalia homogênea observada, por sua vez, pode estar relacionada à ativação imunológica ou à congestão venosa. Evidências atuais reforçam que o baço é um dos órgãos frequentemente envolvidos nas manifestações clínicas do FeLV, sendo alvo de alterações proliferativas, inflamatórias e vasculares (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Hofmann-Lehmann; Hartmann, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Little <italic>et al</italic>., 2020</xref>).</p>
			<p>Dessa forma, o presente caso sugere comprometimento multissistêmico envolvendo trato gastrointestinal, baço, rins e sistema vascular, em consonância com a fisiopatologia clássica e contemporânea descrita para o FeLV. O emprego da ultrassonografia Doppler mostrou-se determinante para a identificação de alterações vasculares subclínicas, reforçando a importância de sua inclusão rotineira na avaliação de felinos FeLV-positivos.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusão</title>
			<p>Este caso destaca a relevância da ultrassonografia funcional e vascular na avaliação de felinos FeLV-positivos, mesmo quando não há alterações laboratoriais aparentes. Os achados de estase gástrica, enterite segmentar discreta, esplenomegalia e dilatação do tronco celíaco com fluxo turbulento representam manifestações pouco descritas, mas clinicamente significativas.</p>
			<p>Para o médico-veterinário, a lição prática é clara: em pacientes FeLV-positivos, a ultrassonografia deve ir além da avaliação estrutural, incluindo análise de perfusão esplâncnica e parâmetros hemodinâmicos, pois tais alterações podem indicar distúrbios subclínicos que impactam diretamente no manejo e prognóstico.</p>
			<p>Assim, este relato não apenas documenta um achado raro, mas também propõe uma abordagem mais ampla e integrativa da ultrassonografia em felinos retrovírus-positivos, contribuindo para a educação continuada e para a prática clínica de qualidade.</p>
		</sec>
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		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
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					<article-title>Renal disease in cats infected with feline immunodeficiency virus</article-title>
					<source>Journal of Veterinary Internal Medicine</source>
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					<article-title>2020 AAFP feline retrovirus testing and management guidelines</article-title>
					<source>Journal of Feline Medicine and Surgery</source>
					<volume>22</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>5</fpage>
					<lpage>30</lpage>
					<year>2020</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1177/1098612x19895940</pub-id>
				</element-citation>
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			<ref id="B8">
				<mixed-citation>RISSI, D. R.; MCHALE, B. J.; MILLER, A. D. Primary nervous system lymphoma in cats. Journal of Veterinary Diagnostic Investigation, v. 34, n. 4, p. 712-717, 2022. DOI: https://doi.org/10.1177/10406387221090281.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>RISSI</surname>
							<given-names>D. R.</given-names>
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							<surname>MCHALE</surname>
							<given-names>B. J.</given-names>
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							<surname>MILLER</surname>
							<given-names>A. D</given-names>
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					<article-title>Primary nervous system lymphoma in cats</article-title>
					<source>Journal of Veterinary Diagnostic Investigation</source>
					<volume>34</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>712</fpage>
					<lpage>717</lpage>
					<year>2022</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.1177/10406387221090281</pub-id>
				</element-citation>
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				<label>Como citar:</label>
				<p> PAES, N. C. Manifestações gastrointestinais e esplâncnicas em felino FeLV-positivo: relato de caso. <bold>Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP</bold>, São Paulo, v. 24, esp.1, felinos, e38833, 2026. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38833.</p>
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				<label>Cite as:</label>
				<p> PAES, N. C. Gastrointestinal and splanchnic manifestations in a FeLV positive cat: case report. <bold>Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP</bold>, São Paulo, v. 24, esp.1, felinos, e38833, 2026. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v24.38833.</p>
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				<p><italic>Artigo submetido ao sistema de similaridade iThenticate</italic><sup><italic>®</italic></sup></p>
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