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<Root><CabeçarioPG1>mv&amp;z</CabeçarioPG1><CabeçarioPG1>ISSN 2596-1306 Versão on-line</CabeçarioPG1><Matéria><Titulo>TUMOR ÓSSEO MULTILOBULAR EM CÃO DA RAÇA YORKSHIRE TERRIER: relato de caso Multilobular bone tumor in yorkshire terrier breed dog:  case report </Titulo><Autores>Yara Cláudia Vasconcelos; Paolo Ruggero Errante* *Autor Correspondente: Paolo Ruggero Errante. Avenida José Maria Whitaker, 1.650, Planalto Paulista, São Paulo, SP, Brasil. CEP 04057-000. E-mail: errantepr@yahoo.com </Autores><ComoCitar>Como citar: VASCONCELOS, Y. C.; ERRANTE, P. R. Tumor ósseo multilobular em cão da raça yorkshire terrier: relato de caso. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 20, n. 1, e38288, 2022. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v20i1.38288. Cite as: VASCONCELOS, Y. C.; ERRANTE, P. R. Multilobular bone tumor in yorkshire terrier breed dog: case report. Journal of Continuing Education in Veterinary Medicine and Animal Science of CRMV-SP, São Paulo, v. 20, n. 1, e38288, 2022. DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v20i1.38288. </ComoCitar><Resumo>Resumo  O tumor ósseo multilobular, também conhecido como osteocondrossarcoma multilobular ou chondroma rodens, é um tumor maligno de crescimento lento, localmente invasivo, capaz de comprimir e invadir o tecido adjacente. Sua ocorrência é maior nos ossos planos do crânio e palato duro. Os sinais clínicos dependem da localização do tumor e, geralmente, estão relacionados à compressão de estruturas adjacentes. Neste relato, descreve-se um caso de tumor ósseo multilobular em uma cadela de 9 anos de idade, raça yorkshire terrier, com crescimento progressivo em região sobreposta à topografia de arco zigomático esquerdo e porção caudal do ramo mandibular esquerdo. Após realização de avaliação radiográfica de crânio, tomografia computadorizada e investigação laboratorial, foi realizada a remoção cirúrgica e exame histopatológico, que confirmaram a suspeita de tumor ósseo multilobular. Portanto, a avaliação histopatológica associada aos exames de imagem permitiu o estabelecimento do diagnóstico de tumor ósseo multilobular, uma neoplasia pouco descrita na clínica veterinária brasileira em cães de pequeno porte. Palavras-chave: Neoplasia Óssea Multilobular. Osteocondrossarcoma Multilobular. Neoplasia Óssea. Cães. Abstract Multilobular bone tumor, also known as multilobular osteochondrosarcoma or chondroma rodens, it is a slow-growing, locally invasive, malignant tumor capable of compressing and invading adjacent tissue. Its occurrence is higher in the flat bones of the skull and hard palate. Clinical signs depend on the location of the tumor and are usually related to compression of adjacent structures. This report describes a case of multilobular bone tumor in a nine-year-old female yorkshire terrier breed, with progressive growth in a region overlapping the topography of the left zygomatic arch and the caudal portion of the left mandibular ramus. After performing a radiographic evaluation of the skull, computed tomography and laboratory investigation, surgical removal and histopathology were performed, which confirmed the suspicion of a multilobular bone tumor. Therefore, the histopathology associated with imaging exams allowed the establishment of a diagnosis of multilobular bone tumor, a neoplasm rarely described in the Brazilian veterinary clinic of small dogs. Keywords: Multilobular Bone Tumor. Multilobular Osteochondrosarcoma. Bone Tumor. Dogs. </Resumo><CorpoDoTexto>Introdução O tumor ósseo multilobular é uma neoplasia óssea incomum de crescimento lento, localmente invasivo com potencial maligno e alto índice de recidiva, ocorrendo com maior frequência nos ossos chatos, principalmente do crânio, embora possa acometer em menor frequência as vértebras, pelve, osso peniano e palato (BANKS; STRAW, 2004; DERNELL et al., 1998; STRAW et al., 1989; WEBB et al., 2009). O tumor ósseo multilobular possui diferentes denominações alternativas como condroma rodens, osteoma multilobular, osteocondrossarcoma multilobular, fibroma aponeurótico calcificante e fibroma aponeurótico juvenil (AVALLONE et al., 2021; SLAYTER et al., 1994). Nos cães ocorre com maior frequência em raças médias ou grandes e raramente em raças gigantes e pequenas, sendo mais comum em animais de meia-idade a idosos (LOUKOPOULOS; THORNTON; ROBINSON, 2003). Este tumor ósseo recidiva localmente após a excisão cirúrgica, além de possuir a capacidade de metastatizar para tecidos distantes como os pulmões (LOSCO; DITERS; WALSH, 1984; MCLAIN; HILL; PULLEY, 1983). Normalmente, este tipo de tumor se apresenta como uma massa firme e imóvel de aspecto nodular na superfície dos ossos do crânio (MARANGON et al., 2020). Dependendo da localização, o tumor pode levar a manifestação de diferentes sinais e sintomas clínicos nos cães acometidos que incluem dificuldade de mastigação, obstrução dos seios da face, sinais neurológicos, exoftalmia e desfiguração da face e da cabeça devido a massa tumoral saliente (PAKHRIN et al., 2006; PSYCHAS et al., 2009). O diagnóstico deste tumor é definido com o emprego de exames de imagens, incluindo avaliação radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que também são fundamentais no planejamento cirúrgico e avaliação da presença de metástases (HATHCOCK; NEWTON, 2000; LIPSITZ; LEVITSKI; BERRY, 2001). Na avaliação histológica, o tumor ósseo multilobular apresenta-se na forma de uma massa com lóbulos contendo osteóide e cartilagem bem definidos separados por septos fibrovasculares (LEONARDI et al., 2014). Estes lóbulos apresentam um aspecto trilaminar formado por ilhas de osso ou cartilagem mineralizada circunscrita por células ovóides ou alongadas, delimitadas por áreas periféricas de fibrose (AVALLONE et al., 2021; DERNELL et al., 1998; MARANGON et al., 2020; STRAW et al., 1989). O número de relatos de casos de tumor ósseo multilobular em cães é limitado (COSTA et al., 2016; DERNELL et al., 1998; GONÇALVES et al., 2019; HATHCOCK; NEWTON, 2000; LOSCO; DITERS; WALSH, 1984; MARANGON et al., 2020; MCLAIN; HILL; PULLEY, 1983; STRAW et al., 1989; VANCIL et al., 2012; WEBB et al., 2009), em especial de pequeno porte (LOUKOPOULOS; THORNTON; ROBINSON, 2003; PAKHRIN et al., 2006). Relato de caso Um animal de espécie canina, fêmea, raça yorkshire terrier, com 9 anos de idade, foi atendido em uma clínica privada, localizada em São Paulo, SP, Brasil, com histórico de aumento de volume sobreposto à topografia do arco zigomático esquerdo e porção caudal do ramo mandibular esquerdo, acompanhado de discreto aumento das dimensões dos tecidos moles adjacentes (Figura 1).  Figura 1 – Aspecto macroscópico pré-cirúrgico do aumento de volume sobreposto à topografia do arco zigomático esquerdo e porção caudal do ramo mandibular esquerdo em cadela da raça yorkshire terrier com 9 anos de idade   Fonte: Vasconcelos e Errante (2021).  De acordo com o proprietário, o crescimento foi observado há 2 anos. A ressecção cirúrgica do tumor foi realizada, porém após um ano, ocorreu recidiva no mesmo local. Foi solicitado o exame radiográfico do crânio e tórax, tomografia computadorizada de crânio e tórax, eletrocardiograma, ecocardiografia e exames laboratoriais como hemograma e bioquímica sérica com avaliação dos níveis séricos de alanina aminotransferase, fosfatase alcalina, uréia, creatinina, albumina e proteínas totais. O exame radiográfico foi realizado nas incidências laterolateral esquerda, laterolateral oblíquas direita e esquerda e dorsoventral, que revelou acentuada proliferação óssea de radiopacidade elevada, com aspecto irregular e amorfo sobreposto a topografia do arco zigomático esquerdo e porção caudal do ramo mandibular esquerdo, acompanhado de discreto aumento das dimensões dos tecidos moles adjacentes (Figura 2A, B). Antes da cirurgia, radiografias torácicas de três visualizações foram realizadas para avaliar se a doença metastática estava presente, com resultados dentro dos limites normais.   Figura 2 – A. Incidência laterolateral esquerda. B. Incidência dorso ventral. Em ambas as projeções, é observada a presença de proliferação óssea irregular e amorfa sobreposta à topografia do arco zigomático esquerdo e porção caudal do ramo mandibular esquerdo em cadela da raça yorkshire terrier com 9 anos de idade   Fonte: Vasconcelos e Errante (2021).  No exame tomográfico foram obtidas imagens no plano transversal pré e pós contraste intravenoso, com reconstruções multiplanares após o exame. Foi observada presença de proliferação óssea amorfa, multilobulada, de margens regulares e limites definidos, afetando o arco zigomático esquerdo, com deslocamento dos músculos temporal e masseter esquerdos, e mínimo contato com o plano de separação e os ramos vertical da mandíbula esquerda e horizontal do conduto auditivo esquerdo e glândula salivar parotídea, acompanhava ainda discreta invasão da margem lateral do cone óptico esquerdo, fazendo contato com a glândula salivar zigomática e musculatura extraocular (Figura 3A, B).  Figura 3 – A. Tomografia computadorizada em plano transversal - presença de proliferação óssea amorfa, multilobulada, de margens regulares e limites definidos, afetando o arco zigomático esquerdo (setas verdes). B. Imagem 3D da tomografia computadorizada com reconstrução do crânio e neoformação (seta verde) em cadela da raça yorkshire terrier com 9 anos de idade   Fonte: Vasconcelos e Errante (2021). O eletrocardiograma revelou arritmia sinusal com marcapasso migratório e o ecocardiograma apresentou exame normal sob os aspectos anatômicos e hemodinâmicos. As avaliações hematológicas laboratoriais mostraram todos os parâmetros dentro dos limites de referência para a espécie. Diante dos achados de imagem e laboratoriais, procedeu-se a cirurgia para remoção da massa tumoral, com animal mantido sob anestesia geral inalatória (Figura 4), e envio do material para análise histopatológica.  Figura 4 – Aspecto macroscópico multilobular da neoplasia durante o procedimento cirúrgico. Presença de inúmeros nódulos esbranquiçados a amarelados, de tamanhos variáveis, separados por septos colágenos de diferentes espessuras em cadela da raça yorkshire terrier com 9 anos de idade   Fonte: Vasconcelos e Errante (2021).  O exame microscópico das secções revelou a presença de proliferação mesenquimal com crescimento expansivo, trechos formando esboços lobulares delineados por feixes de células fusiformes. No interior dos lóbulos foi observado componente cartilaginoso atípico, áreas de ossificação e poucos focos apresentando matriz osteóide imatura. As células tumorais se apresentaram com aspecto fusiforme ou arredondadas, com núcleos arredondados a ovalados (Figura 5).   Figura 5 – Exame histopatológico de tumor removido de uma cadela da raça yorkshire terrier com 9 anos de idade. A. Proliferação mesenquimal com crescimento expansivo, com trechos formando esboços lobulares delineados por feixes de células fusiformes. No interior dos lóbulos, presença de componente cartilaginoso atípico, áreas de ossificação e focos com matriz osteoide imatura (coloração Hematoxilina/Eosina, aumento 4x). B. Células tumorais com aspecto fusiforme ou arredondadas, contendo núcleos arredondados a ovalados (coloração Hematoxilina/Eosina, aumento 40x)   Fonte: Vasconcelos e Errante (2021).  Com base nestes resultados, a neoplasia foi diagnosticada como tumor ósseo multilobular, e recomendada reavaliação periódica da paciente para o acompanhamento de possível recidiva local. Discussão O tumor ósseo multilobular é uma neoplasia óssea incomum, descrita com maior frequência em cães de raças médias ou grandes, com poucos casos descritos em raças de pequeno porte (LOUKOPOULOS; THORNTON; ROBINSON, 2003; PAKHRIN et al., 2006). No presente relato de caso, é descrita a sua ocorrência em uma cadela de 9 anos da raça yorkshire terrier, localizado na região do arco zigomático esquerdo. Esta neoplasia se apresenta na forma de uma massa palpável, séssil e firme com crescimento simétrico e excêntrico, normalmente sobre os ossos da cabeça (DERNELL et al., 1998; MARANGON et al., 2020; POAD et al., 2021; STRAW et al., 1989), sendo a sua localização na região do arco zigomático pouco relatada na literatura (LEONARDI et al., 2014). As manifestações clínicas e alterações comportamentais podem surgir devido à compressão de estruturas adjacentes (COOK et al., 2017; MARANGON et al., 2020), fenômeno não referido pelo tutor do animal. Pode ocorrer aumento dos níveis séricos de fosfatase alcalina pela liberação da isoenzima óssea liberada em casos de lesões reativas ou neoplasias ósseas (BARGER et al., 2005), achado não verificado no presente relato, uma vez que os valores de fosfatase alcalina se encontraram dentro do limite de referência para a espécie (44 U/L). Com o emprego de exames de imagem como radiografia e ressonância magnética, foi constatada a localização do tumor ósseo sobre a região do arco zigomático esquerdo sem comprometimento de estruturas adjacentes ou presença de metástases tumorais, fatos já relatados em outras investigações (COOK et al., 2017; MCANULTY; BUDGEON; WALLER, 2019). Os exames de imagem foram fundamentais para o estabelecimento diagnóstico, planejamento cirúrgico e pesquisa de metástases, levando a orientação do proprietário sobre a indicação do procedimento cirúrgico com ampla margem de segurança (DERNELL et al., 1998; HATHCOCK; NEWTON, 2000; HOLMES; KEYERLEBER; FAISSLER, 2019; LIPSITZ; LEVITSKI; BERRY, 2001; MCANULTY; BUDGEON; WALLER, 2019; THOMPSON; POOL, 2002). A remoção cirúrgica costuma ser difícil devido à localização da neoplasia e a recorrência local ocorre em cerca de 50% dos casos (COOK et al., 2017; MAXIE et al., 2007), fato descrito, anteriormente, pelo tutor do animal. A excisão cirúrgica agressiva com margens amplas é considerada o tratamento de escolha e pode resultar na remissão da neoplasia em longo prazo (GALLEGOS; SCHWARZ; MCANULTY, 2008; HOLMES; KEYERLEBER; FAISSLER, 2019), uma vez que a quimioterapia e radioterapia apresentem uma resposta clínica variável e de curta duração (STRAW et al., 1989; SWEET et al., 2020). Histologicamente, foi observada uma proliferação mesenquimal com trechos formando esboços lobulares delineados por feixes de células fusiformes. No interior dos lóbulos foram visualizados componente cartilaginoso atípico, áreas de ossificação e focos com matriz osteóide imatura, contendo células tumorais com aspecto fusiforme ou arredondadas, com núcleos arredondados a ovalados (AVALLONE et al., 2021; COOK et al., 2017; COSTA et al., 2016; MARANGON et al., 2020). Após a confirmação diagnóstica de tumor ósseo multilobular, o proprietário foi orientado sobre o prognóstico do paciente e o seu acompanhamento periódico pelo médico-veterinário na busca de recidiva local e surgimento de metástases (DERNELL et al., 1998; LOSCO; DITERS; WALSH, 1984; MCANULTY; BUDGEON; WALLER, 2019; MCLAIN et al., 1983), fato até o momento desta publicação não registrado.  Conclusão A associação entre os sinais clínicos observados, os exames de imagem e a histopatologia permitiram o estabelecimento do diagnóstico de tumor ósseo multilobular em uma cadela de 9 anos de idade da raça yorkshire terrier. Trata-se de uma neoplasia incomum, pouco descrita na clínica veterinária brasileira principalmente em cães de pequeno porte. </CorpoDoTexto><Referencias>Referências AVALLONE, G. et al. Review of histological grading systems in Veterinary Medicine. Veterinary Pathology, v. 58, n. 5, p. 809-828, Sept. 2021. DOI: https://doi.org/10.1177/0300985821999831. BANKS, T. A.; STRAW, R. 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